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Vendas no varejo de material de construção caem 6% em maio Foto: Sônia Belizário/Arquivo Edificar

Vendas no varejo de material de construção caem 6% em maio

Paralisação de caminhoneiros afetou pelo menos 90% das lojas do País. No acumulado do ano, setor apresenta queda de 3%

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O varejo de material de construção apresentou queda de 6% no mês de maio, na comparação com o desempenho registrado em abril. Na relação sobre maio do ano passado, a retração foi de 9%. Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), que entrevistou 530 lojistas entre os dias 28 a 30 de maio.

Na Paraíba, os lojistas do segmento também tiveram queda no faturamento. O empresário Sérgio de Miranda Freire, das lojas New Center, afirmou que as vendas de materiais de construção já vinham enfrentando um declínio de 3% a 4% desde janeiro até abril. Em maio, a situação se agravou principalmente por causa da paralisação dos caminhoneiros. “No auge da paralisação, teve dias em que o faturamento caiu pela metade”, contou.

Segundo Sérgio, isso significa uma queda de 8% a 9% em relação a maio do ano passado. Ele explicou que o principal problema foi que os consumidores estavam evitando sair de casa para evitar gastar combustível, mas também houve falta de alguns produtos nas lojas. “Produtos de alto giro, como telhas de fibrocimento, chegaram a faltar em alguns tamanhos. Tintas também, porque o fornecedor é de Pernambuco”, disse.

O gerente da loja O Mestre, Gilberto Góes, o mês de maio representou uma queda de 10% a 15% nas vendas. Ele acredita que a paralisação contribuiu, mas o mercado já estava fraco antes disso. Gilberto contou ainda, que mesmo com a normalização dos serviços, alguns produtos que estavam faltando ainda não chegaram.

Segundo o estudo da Anamaco, 90% das lojas foram afetadas de alguma forma pela paralisação, resultando em queda de até 40% nas vendas no período em alguns estabelecimentos. No levantamento por regiões, o Sul (-15%) e Sudeste (-8%) foram as que apresentaram maior retração no período. O Norte, por sua vez, registrou aumento de 11% das vendas no mês, e o Nordeste e Centro-Oeste se mantiveram estáveis no período.

Entre as categorias avaliadas, tintas teve a maior retração no mês (-7%), seguida por revestimentos cerâmicos e telhas de fibrocimento (-3% cada).

Com os números apresentados em maio, o varejo de material de construção apresenta retração de 3% no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de 0,5%.

Da redação com assessoria