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Sustentabilidade Foto: Divulgação/Assessoria

Sustentabilidade

Portas e móveis com laminado de PET

Postado em por edificar

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Portas e móveis são produzidos com material impermeável, resistente a fungos, bactérias, maresia, umidade, gordura e pragas urbanas como o cupim. Trata-se do laminado de Politereftalato de Etileno (PET), o mesmo tipo de plástico presente em garrafas de refrigerante. E, para cada conjunto de porta pronta para instalar num ambiente, 100 garrafas são recicladas, preservando o meio ambiente.

Em João Pessoa, esses estão sendo usados principalmente por clínicas e hospitais, mas também para residências. “O material é ideal para esse tipo de ambiente porque é muito fácil de limpar”, disse o diretor comercial, Ramon Pinto Peixoto, empresa fabricante GR Portas.

A loja recebe os laminados de um fornecedor do Paraná, que processa o resíduo encaminhado de centros de reciclagem, transformando o PET em laminados. “Eles fazem um tratamento e aplicam a cor desejada. A gente trabalha aqui com as cores mais básicas - branco, preto, amarelo, vermelho - e também algumas texturas amadeiradas”, descreveu Ramon. Além das cores, há diversas opções de modelos e tamanhos.

As portas têm miolo de madeira de reflorestamento e capa de MDF, tudo envelopado pelo laminado PET, que confere durabilidade e resistência. “A durabilidade é bem superior a qualquer outro produto oferecido no mercado”, afirmou Ramon. Outro aspecto é que o produto é mais leve, pois, enquanto uma porta maciça tradicional pode chegar a 80 kg, a industrializada pesa entre 50 e 60 kg. Com isso, ela se mantém alinhada por mais tempo sem precisar de ajustes.

Ele disse ainda, que o custo é cerca 30% mais barato, porque o processo de envelopamento é mais rápido do que pintura e envernizamento. A máquina faz essa aplicação através do aquecimento e o vácuo proporciona aderência e cobertura perfeitas. A empresa consegue atender pedidos grandes, como de 100 portas, num prazo em torno de 40 a 60 dias.

Para um aproveitamento dos materiais e sustentabilidade maiores, a empresa usa as sobras de madeira e laminado para produzir móveis, para a linha Retroline Móveis. “Hoje, nosso rejeito é quase nada”, contou o diretor comercial, que disse as sobras são encaminhadas para usinas de reciclagem locais.