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Minha obra Foto: Bárbara Wanderley

Minha obra

Vili Design Residence

Postado em por edificar

Notícias

Juliana Mayer – Engenheira civil formada pela UFPB, diretora da Mayer Engenharia e diretora de Materiais do Sinduscon-JP

Planejamos a obra do Vili Design Residence durante dois anos, desde junho de 2014. Em março deste ano, começamos a organização do canteiro e depois a execução. O terreno foi o maior desafio. Fizemos uma sondagem e desde o começo já sabíamos que era um solo ruim. Nessa zona do Bessa, a tensão do solo é baixa e o nível do lençol freático é muito alto, tanto que mantemos a bomba de rebaixamento permanentemente ligada para expulsar água do terreno.

Desenvolvemos um estudo junto com a Concresolo e Copesolo e vimos que a execução da fundação em hélice contínua seria mais rápida e atenderia nossas necessidades. Com eles, fizemos uma análise de como seria mais fácil realizar a contenção, para ganhar velocidade, e então, fizemos todas as estacas em 30 dias. São 513 estacas de cinco metros. Depois, fizemos as estacas da fundação profunda, que são 174 estacas de 22 metros de profundidade.

Eu nunca tinha trabalhado com hélice contínua, o sistema era novo não só para mim, mas também para o meu mestre de obra e a equipe. Precisávamos entender como iria funcionar. Quando se faz pela primeira vez é um desafio e as estacas eram muito profundas. No começo, tivemos dificuldade, por não estarmos acostumados com a metodologia, perdemos algumas estacas, mas depois fomos pegando o ritmo e deu certo.

Foto: Bárbara Wanderley

Nossa previsão é de finalizar a obra em dezembro de 2019. Estamos dentro do cronograma. Nesse período de inverno, por conta da água, atrasamos um pouco a execução, mas, aproveitamos para dar andamento na montagem das ferragens.

Já estamos em uma terceira etapa, que são os blocos. Deles sairão os pilares que subirão por todo o prédio. Para as próximas fases, contratamos o engenheiro Jonas Silvestre, da Inovatec Consultores, para projetos de drywall, alvenaria de periferia, fachada e piso. Temos reuniões para que possamos fazer uma obra enxuta, inclusive, gastando menos com as novas tecnologias.

O drywall é outra tecnologia que não tínhamos usado. Como o prédio tem apartamentos bem pequenos, vai funcionar bem e nos dar mais velocidade de execução. A fachada de ACM é outra coisa que vamos usar, o que não é muito convencional.

Quando a obra está bem planejada, a execução se torna mais fácil. Fomos felizes com o projeto, que é bem diferenciado e foge da mesmice, com fachadas assimétricas. Quando se olha para a volumetria já vê que é uma obra diferente, contemporânea.

No canteiro, atuamos eu e José Elianderson Gomes, que está como assistente de engenharia. Temos uma divisão entre escritório e obra. A parte técnica, eu desenvolvo. No escritório, há o setor de suprimentos, o departamento de pessoal e financeiro, e o setor de projetos. Essa divisão me deixa mais livre para poder tomar conta da execução. Se quero algum material, a equipe do escritório faz a equalização das propostas. Como temos um sistema de condomínio, o processo precisa ser muito transparente.