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Minha Obra Foto: Bárbara Wanderley

Minha Obra

Hospital Metropolitano

Postado em por edificar

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Márcio Ebrahim - Engenheiro Civil

O Hospital Metropolitano de Santa Rita deverá ser inaugurado em dezembro de 2017. O maior desafio foi o prazo apertado para concluir a estrutura de 18.000 m². É preciso levar em consideração que, além da dimensão, obras de hospitais têm muitos detalhes. Para se ter uma ideia, temos 13 projetos instalados, que incluem elétrica, água fria, água quente, oxigênio, etc. Nessa fase final, estamos com 250 funcionários trabalhando, mas já chegamos a ter 400.

A Contérmica assumiu a obra em março de 2015, como segunda colocada no processo licitatório, após a primeira colocada desistir da empreitada. Quando chegamos, apenas a fundação e boa parte da terraplanagem, estavam concluídas. Em um ano concluímos toda a parte estrutural, chegando a fazer 2.000 m² por mês.

O prédio foi construído em concreto e, apesar de não ter divisões aparentes, é estruturalmente dividido em cinco blocos independentes. Como ele é muito grande, tem um problema de dilatação e essa divisão foi a solução encontrada pelo engenheiro calculista, o que acabou facilitando nossa vida em relação ao prazo, já que se poderia executar qualquer das partes sem interferir com a outra.

São quatro pavimentos, sendo o térreo, o primeiro e o segundo de hospital, e o terceiro pavimento abriga a área técnica. Lá estão guardados os transformadores, condensadoras de ar condicionado, aquecedores, etc. E, também, onde estão instalados os 80 painéis solares que servirão para pré-aquecer a água. O aquecimento final é feito a gás.

Há o heliponto, que seria uma quarta laje, totalmente independente. Trata-se de uma estrutura de concreto de 20m x 20m, na qual podem pousar quase todos os tipos de helicóptero, exceto os do Exército, que são muito grandes.

O prédio conta com cinco elevadores, sendo dois de três paradas, dois de quatro paradas, e um de cinco paradas, que é o do heliponto. Quatro deles recebem macas e o do heliponto, que é bem maior, pode receber o leito completo. Tudo está ligado a cinco geradores de 500 Kva cada. Se faltar energia, nada para no hospital.

As divisões internas são de drywall, o forro é removível em corredores e enfermarias - locais com alta demanda de manutenção - e de gesso acartonado nos ambientes onde há procedimentos, para não haver risco de contaminação. Nas UTI e salas de cirurgia foi usado piso vinílico e nas outras áreas porcelanato. Nas salas de cirurgia, o piso é especial para absorver as descargas elétricas do bisturi.

Na área externa, teremos um sistema de reaproveitamento da água da chuva para jardinagem e uma estação de tratamento de esgoto, da qual a água sairá limpa, para ser lançada em galerias pluviais. Nosso estacionamento será em concreto duplamente armado, do tipo que é utilizado em postos de combustível, porque têm caminhões muito pesados que precisam transitar neste local.