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Cores e arte na Praça Rio Branco Pedro Rossi

Cores e arte na Praça Rio Branco

Inusitada, a intervenção artística urbana agradou aos transeuntes e frequentadores do espaço.

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A Praça Rio Branco, localizada no Centro de João Pessoa, está no trecho que leva a vendedora Nathália Oliveira para o trabalho, uma loja de cosméticos instalada nas proximidades. Esta semana, linhas coloridas enfeitando interligando alguns postes da praça chamou a atenção da jovem e de dezenas de pessoas que passavam pelo local. A intervenção urbana com a proposta de arte ao ar livre foi o resultado de um workshop de férias, promovido na semana passada pela Pós-Graduação em Design e Arquitetura de Espaços Efêmeros do Instituto de Ensino Superior da Paraíba (DAEE/IESP).

Inusitada, a novidade agradou a Nathália e a muitos frequentadores do espaço conhecido pelas apresentações de ‘shorinho’no “Sabadinho Bom”.  Achei muito legal e nunca tinha visto isso na rua. É bem diferente e deixa a praça colorida”, disse. É exatamente essa impressão causada pela mistura de cores com arte na rua a proposta dos estudantes e profissionais de arquitetura, decoração e design que participaram do curso.

“O Centro da cidade é um local onde quase nunca tem intervenção artística, sobretudo ao ar livre. A ideia era justamente trazer um pouco mais de cor à cidade e dar as pessoas a oportunidade de ver um produto de arte gratuitamente”, explicou o professor que coordena a pós-graduação DAEE/IESP, Pedro Rossi.

O local escolhido pelos profissionais foi a lanchonete do Zito, que está instalada na Praça Rio Branco e é ponto conhecido entre os frequentadores do Sabadinho Bom. Segundo o professor, as linhas coloridas e ordenadas entre alguns postes e a lanchonete teve como objetivo “criar um conceito de pertencimento do estabelecimento com o ambiente da praça”.

A ideia é que a pós-graduação DAEE/IESP promova workshops semelhantes todos os anos, no mês de janeiro. Para o ano que vem, a faculdade estuda a possibilidade de trazer um representante do escritório equatoriano Al Borde, que tem projetos voltados para a arquitetura independente e social. “Nós ainda estamos planejando em trazer alguém desse grupo porque a ideia é trabalhar nos bairros e envolver a comunidade”, completou Pedro Rossi.

Por Katiana Ramos