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Baixo armazenamento de água obriga acionamento de termelétricas André Pepitone (Foto: Divulgação/Assessoria)

Baixo armazenamento de água obriga acionamento de termelétricas

Diretor da Aneel explicou o impacto na conta de luz

Postado em por edificar

Notícias

Por Bárbara Wanderley

As contas de energia elétrica devem permanecer com a bandeira vermelha por mais tempo. Com o armazenamento de água da região Nordeste em apenas 15,3%, sendo que o reservatório de Sobradinho só tem 10% de sua capacidade, e das regiões Sudeste e Centro Oeste – que concentram maior parte das usinas hidráulicas – em 38,2%, as termelétricas precisam ser acionadas, conforme explicou o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. O executivo esteve em João Pessoa para participar do Citenel+Seenel 2017, evento do setor elétrico que ocorreu entre os dias 2 e 4 de agosto, no Centro de Convenções.

“Também contamos com as energias renováveis, que têm presença muito forte aqui no Nordeste, sobretudo a eólica, mas ainda assim não conseguimos atender a carga, por isso precisamos das térmicas, que estão à disposição do parque elétrico brasileiro desde o ano 2000”, disse.

Ele contou ainda que as térmicas deveriam funcionar como um seguro. “Mas infelizmente, em função da deterioração do cenário hidrológico do país, é preciso usar e isso faz com que a geração de energia seja mais custosa”.

A empresa Centrais Elétricas da Paraíba (Epasa), que explora a energia térmica no estado, está operando a 14,1% da sua capacidade, segundo o diretor de operações Franklin de Araújo Neto. Segundo ele, em 2015 a Epasa chegou a operar em 64% da sua capacidade, o que equivale a 44% da energia gerada no estado.

Fontes alternativas – André Pepitone afirmou que a energia eólica tem grande participação no abastecimento, especialmente no Nordeste, onde em momentos mais favoráveis chega a atender 60% da região.

“A solar está começando a ser introduzida na matriz agora, principalmente no sertão da Paraíba, que sempre foi castigado pelo sol, e essa energia agora acena como um vetor de desenvolvimento para a região, na qual se encontra um dos maiores índices de radiação solar do país”, disse André.

O executivo explicou que a geração se dá através de duas iniciativas: a geração centralizada, na o governo contrata o parque gerador para atender as distribuidoras, e a geração distribuída, que é aquela em que o consumidor gera a sua própria energia na sua residência. “Tivemos leilão em 2014 e 2015. Temos parques com construção autorizada em Coremas e Paulista”.