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Anicer publicará estudo sobre o ciclo de vida do bloco cerâmico Divulgação Anicer

Anicer publicará estudo sobre o ciclo de vida do bloco cerâmico

Artigo foi aceito por publicação internacional

Postado em por edificar

Notícias

O segundo artigo científico referente ao estudo de Avaliação de Ciclo de Vida realizado pela Anicer-Quantis foi aceito pelo Journal of Cleaner Production. O texto é sobre o comparativo feito entre blocos de cerâmica e concreto, cujo resultado foi publicado em 2012.

O artigo foi analisado por quatro especialistas da área e passou por duas rodadas de revisões para ser aprovado pela curadoria do periódico editado pela Elsevier, o mesmo em que foi publicado o estudo sobre telhas cerâmicas.

Com mais de 25 anos de existência, o Journal of Cleaner Production tem atualmente um fator de impacto de 4.959, o que é considerado relativamente alto em sua área de abrangência, englobando os temas: melhorias na gestão ambiental de sistemas, avaliação e gestão do ciclo de vida, eficiência na utilização de recursos e energia, etc.

A referência para localizar o trabalho é: Maia de Souza D., Lafontaine M., Charron-Doucet F., Chappert B., Kicak K., Duarte F, Lima L. (in press). Comparative life cycle assessment of ceramic brick, concrete brick and cast-in-place reinforced concrete exterior walls. Journal of Cleaner Production.

A previsão é que a versão final do artigo seja publicada até janeiro de 2017. 

Resultados

O trabalho encomendado pela Anicer revela, dentre outras coisas, que os produtos cerâmicos apresentam um desempenho ambiental superior ao dos concorrentes.

Entre as vantagens observadas nas telhas cerâmicas estão o consumo reduzido de água, melhor aproveitamento de recursos naturais não renováveis e menor emissão de gases do efeito estufa. Segundo a análise, o m² de cobertura cerâmica requer 72% menos água do que o m² de cobertura de concreto.

Com relação aos blocos cerâmicos, o estudo mostra que o m² de parede cerâmica requer 24% menos água do que o m² de parede de blocos de concreto e 7% menos que o m² da parede de concreto moldada in loco. Entretanto, o consumo de água no caso da parede cerâmica se deve exclusivamente à utilização de argamassa e não aos blocos.

A pesquisa, que durou aproximadamente um ano, teve os resultados divulgados entre os anos de 2011 (telhas) e 2012 (blocos). Foram considerados os impactos ambientais produzidos por telhas e blocos cerâmicos, desde o momento da extração da matéria-prima até o descarte final, levando em conta questões como uso de energia, emissões de poluentes no ar, retirada de água, contaminação de solo e águas, impacto nas mudanças climáticas e na saúde humana.