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Inovações Tecnológicas

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Alta performance

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Alunos de Engenharia Mecânica, de Produção Mecânica e Elétrica da UFPB desenvolvem protótipo de carro de alta performance

[ POR ALINNE SIMÕES ]

No início do mês de novembro, a equipe UFPBaja, formada por 18 alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, Produção Mecânica e Elétrica da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) conseguiu um feito inédito: sagrou-se a única equipe tricampeã da etapa Baja SAE Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Com o protótipo “Inexorável”, um carro feito para disputar rally, bem diferente dos modelos convencionais, conquistou, além do 1º lugar geral, as categorias de Melhor Projeto, Suspensão e Tração e Campeão do Enduro.

Projetado para disputar competições promovidas pela SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) Brasil e Internacional, o “Inexorável” foi desenvolvido em 2011, mas, sofreu algumas modificações para competição deste ano. “A principal diferença dele para o antigo foi à redução de massa. É um carro 25% mais leve. Conseguimos ajustar a transmissão, fazendo com que melhorasse tanto em aceleração, quanto em velocidade máxima. Fizemos ajustes na suspensão e melhor seleção de pneus e rodas, que fazem uma grande diferença no desempenho”, revelou Albert Figueiredo, aluno de Engenharia Mecânica, responsável pelo sistema de suspensão, designer e estrutura do veículo.

Os protótipos que competem na categoria Baja devem obedecer às regras impostas pela SAE. Os alunos não podem receber ajuda de profissional e devem buscar, sempre, inovar. “Uma comissão de engenheiros faz as regras para que as universidades façam o mesmo tipo de carro, todas as equipes devem utilizar o mesmo motor e uma gaiola de proteção para o piloto. A segurança é um ponto muito cobrado. O restante do carro é totalmente a critério dos alunos, que não podem receber ajudar de engenheiros formados”, afirma Albert.

“Eu dirijo o protótipo desde 2008 e posso ressaltar que a principal diferença seria na questão de confiabilidade. Nosso carro hoje é mais confiável. Melhorou muito a questão de conforto. O desempenho dinâmico demonstra mais segurança e consegue transpor mais rápido os obstáculos”, ressalta Raoni Pontes, aluno de Engenharia Mecânica e piloto do veículo.

Algumas peças do “Inexorável” vêm do mercado de quadriciclos, como rodas e pneus. O restante do material foi construído pelos alunos. A suspensão é feita de aço de alta resistência e de alumínio aeronáutico, desenvolvido pela equipe. Tem amortecedores a gás, gaiola de aço revestida por carenagem de pet (material reciclado) e cinto de segurança de quatro pontos. E, ainda, sistema de rádio em que o piloto aperta um botão no painel e através do microfone acoplado no capacete se comunica com o boxe.

“A grande parte dos equipamentos nós projetamos. É proibido usar coisas prontas de quadriciclo, pode usar uma peça, mas não pode utilizar nada pronto. Inclusive, faz parte da avaliação da competição mostrar que desenvolveu aquilo, que propôs uma engenharia naquele protótipo e que não copiou”, conta Albert.

Em março de 2013, a equipe competirá na etapa nacional. Para isso, dois carros que estão sendo preparados, “esperamos que um seja derivado dessa evolução, mas o outro seja fruto de uma total inovação”, concluem os alunos.

[POR NANÁ GARCEZ ]

Cerâmica em forno câmara

Melhora a tecnologia de produção da cerâmica vermelha, sem dependência do fator climático e menor uso de lenha

Segmento tradicional da economia regional, a indústria de cerâmica vermelha vem adotando inovações tecnológicas para fabricar tijolos e calhas com mais qualidade, economia e, principalmente, com redução da poluição ambiental. O combustível básico é a lenha, mas, as empresas mantêm áreas de reflorestamento para fornecimento da madeira que alimenta os altos fornos, cujas temperaturas chegam a mais de 900° C.

Na Paraíba, em Rio Tinto, está sendo montado um forno câmara ou forno Cedan, que permite produtividade maior e tem poucos desse modelo instalado no Nordeste, sendo premiado em nível nacional. “É econômico, menos poluente, tem qualidade melhor de queima, porque a zona de queima é diferente de onde está localizado o tijolo”, explica o empresário Francisco Xavier, da Salema, acrescentando que há também um ganho nas condições de trabalho do operador do forno, pois diminui o seu contato com a boca do forno.

Existem outros mais modernos que, no entanto, dependem de combustíveis como o gás, não sendo viável, em termos de custo. Com usa a madeira de área de reflorestamento própria, esta é a solução mais apropriada, pois permite também aproveitamento do calor, no resfriamento do produto, ou seja, nos secadores.

“Temos uma continuidade e homogeneidade maior de secagem, durante o ano todo e não se tem mais a sazonalidade, porque temos na região oito meses de sol e quatro de chuvas.

Agora, isso não influencia mais”, acrescenta o empresário, que vai usar o novo forno em uma unidade de produção de alvenaria de vedação e estrutural.

A indústria cerâmica mantém um laboratório interno para controle da qualidade da argila, porque é fundamental testar a qualidade da matéria prima, que fica estocada durante um ano e meio antes do uso para a fabricação tijolos e calhas. “É o que garante o produto de qualidade com teste de granulometria, do teor de areia fina, testes de queima. A argila mais arenosa torna a peça quebradiça, muito argilosa, não seca”, detalha o produtor que submete os seus produtos, também, a análise de laboratórios externos para certificação de qualidade quanto à resistência, aos aprumos e outros itens.

Ele está com uma linha de alvenaria de vedação racionalizada com furos na vertical que dão mais resistência e permite paredes mais aprumadas, com menor uso de reboco, produzindo obra cerca de 20% mais econômica, além do que os produtos vêm com tamanho certo, sem precisar quebrar nada e por eles se pode passar a tubulação elétrica. “O tijolo é um custo baixo na produção de uma parede. O revestimento externo é mais caro. Os furos são usados para melhorar a aeração, tem conforto térmico melhor, menos calor para o ambiente interno, o que leva a economia no consumo de energia, com menos ar condicionado”, esclarece Francisco Xavier, que está com capacidade de produção suficiente para atender à demanda do mercado.